Funcionários remotos cochilam durante o expediente, diz estudo

Foto por RDNE Stock project no Pexels

Quase metade dos funcionários remotos nos EUA foram descobertos cochilando durante o expediente, segundo uma pesquisa da Amerisleep realizada em julho de 2025.

 

A pesquisa foi conduzida com 1.002 trabalhadores remotos e híbridos em todo os Estados Unidos. Os resultados mostraram que 48% dos participantes tiravam cochilos durante o horário de trabalho.

 

Em média, os que cochilavam dormiam 1,3 horas por semana, o que equivale a aproximadamente nove dias úteis completos por ano.

 

Entre os funcionários que cochilavam durante o expediente, 53% ocupavam cargos de gestão, enquanto os demais 47% não eram gestores.

 

A maior taxa de cochilos foi observada entre os respondentes da Geração Z (58%), seguida por Millennials (51%) e trabalhadores da Geração X (39%).

 

Os cochilos ao meio-dia aconteciam principalmente na cama (51%), embora sofás (32%) e cadeiras de escritório (10%) também fossem citados como locais preferidos.

 

Funcionários dispostos a abrir mão de benefícios por cochilos

 

A pesquisa também destacou os esforços para esconder os cochilos, prática que levanta preocupações sobre profissionalismo no horário de trabalho.

 

58% dos participantes indicaram que escondiam os cochilos de seus gestores, e 1 em cada 5 relatou adicionar reuniões falsas ao calendário para encobrir o tempo de descanso.

 

Apesar disso, 1 em cada 10 admitiu já ter sido flagrado cochilando.

 

A disposição para trocar horas de cochilo por outros benefícios também foi expressa: 12% disseram que abririam mão das suas folgas remuneradas para poder cochilar livremente, enquanto 9% estariam dispostos a desistir de uma semana de trabalho de quatro dias.

 

Bem-estar dos funcionários e padrões de comportamento

 

De forma inesperada, os que cochilavam durante o expediente relataram menor bem-estar mental em comparação com os que não dormiam, mas também níveis mais altos de estresse.

 

Uma ética de trabalho mais fraca também foi observada com mais frequência entre os funcionários remotos que cochilavam.

 

O uso excessivo de redes sociais foi relatado por 56% dos cochiladores, contra 38% dos que não dormiam. O “bed-rotting” (ficar na cama sem dormir nem ser produtivo) foi vivido por 52% dos cochiladores e 29% dos não cochiladores.

 

Atrasos em prazos de entrega foram relatados por 34% dos que cochilavam, contra 23% dos que não cochilavam.

 

Postura da liderança em relação aos cochilos

 

A maioria dos gestores (73%) afirmou que o descanso durante o expediente era aceitável, desde que os prazos fossem cumpridos.

 

Uma postura mais proativa foi adotada por 1 em cada 6 líderes, que relataram incentivar ativamente os cochilos durante o expediente. Líderes do setor de marketing se destacaram, com 31% apoiando a cultura dos cochilos.

 

As atitudes variaram por setor: 60% dos líderes em cargos públicos consideraram os cochilos pouco profissionais.

 

Os setores onde os cochilos foram mais comuns incluíram marketing e finanças (ambos com 59%), seguidos por hotelaria e alimentação (54%), educação (53%) e varejo ou e-commerce (51%).

 

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